Clímax  (Chuck Palahniuk)

Clímax
Amazon BR

Clube da Luta é um livro bacana. No Sufoco é um livro instigante. Clímax é imbecil. No livro do Palahniuk, uma guria recém-formada em Direito, vinda de uma cidadezinha do interior diretamente para Nova York, acaba sendo seduzida por um multimilionário pegador. Quando você começa a achar que ler Clímax é estar na frente de um 50 tons de cinza mais hardcore, PANZ! o autor toma um doce, desce numa bad trip muito errada e faz uma espécie de sátira ao capitalismo, à autoajuda e ao feminismo de uma forma muito rasinha e boba.

[CONTÉM SPOILER DO LIVRO DO PALAHNIUK]

Lá pelas tantas, a guria descobre que o cara está usando seu corpo para experimentos científicos voltados para a criação de brinquedos sexuais. Mais do que isso, há uma bruxa do sexo envolvida, e quando você vê, a guria está escalando algo tipo o Himalaia, com uma bolsa Louis Vuitton nas costas, pra encontrar a velha. Corta a cena e a realidade distópica apresentada é uma Nova York que vira praça de guerra, dominada por mulheres controladas por nanorrobôs. Sedentas por prazer elas vivem sob um céu tomado por pintos de plástico voadores, que explodem em uma fogueira feita por homens religiosos e revoltados por perderem suas esposas. Pois é. Tudo isso no livro do Palahniuk.

Avaliação: 1/5

O mesmo autor de Clube da Luta apresenta um retrato afiado do feminismo, do prazer sexual e do apocalipse do marketing em uma nova narrativa sobre as psiques desconjuntadas de homens e mulheres contemporâneos. Penny Harrigan é uma jovem recém-formada em Direito que trabalha no maior escritório de advocacia de Manhattan.

Vinda do meio-oeste, ela mora em um apartamentinho no Queens com duas colegas e há tempos não tem nem sinal de vida amorosa. Por isso, imagine o choque que leva quando C. Linus Maxwell – ou “ClíMax”, o megabilionário famoso por casos com as mulheres mais lindas e cobiçadas do planeta – a convida para jantar? Pois ele não só a leva ao restaurante mais badalado de Nova York, como também a uma cobertura em Paris onde, caderneta à mão, começa a conduzi-la por dias e dias de ápices insonháveis de prazer orgásmico. Vai reclamar?

Sim: Penny descobre que é a cobaia na etapa final de pesquisa e desenvolvimento da Beautiful You, uma linha de apetrechos sexuais que serão vendidos às mulheres do mundo todo numa cadeia multinacional de lojas. Milhões de mulheres fazem fila para abastecer-se do catálogo de aparelhinhos, tão potentes e eficazes que, por todo o globo, elas chegam em casa, trancam-se no quarto e não saem mais – a não ser quando precisam de pilhas. Alguém precisa deter o plano de Maxwell de dominar o mundo usando o prazer erótico. Mas como?

“Chuck Palahniuk anda com sexo na cabeça (…) Mas não estamos falando de 50 Tons de Cinza. Clímax é praticamente um dedo do meio para a mommy porn e para a fama do erotismo moderno – e, ao mesmo tempo, uma sátira esperta sobre misoginia, fama, moda, autoajuda e ciência.” – USA Today “Palahniuk continua a extrapolar os limites nesta sátira sobre sexo e consumismo.” Publishers’ Weekly “Surpresa e diversão genuínas.” – The Times

Amazon BR

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *